A EXPÔ EM PORTO ALEGRE

COMENTÁRIO SOBRE A MOSTRA – POR MARISTELA SALVATORI
‘PRETÉRITO IMPERFEITO DE TERRITÓRIOS MÓVEIS apresenta algumas das séries recentemente desenvolvidas por Flavya Mutran. Com um olhar atento e curioso sobre os fenômenos da comunicação e ávida internauta, ela recolhe da web, sobretudo das redes sociais, matéria prima para suas criações. Desta profusão de imagens, o rosto, agora publicizado em bits, bytes, shots, egoshots, fotoblogs, torna-se seu foco de interesse. Na série There´s no place like 127.0.0.1, tal qual Morel, de Bioy Casares, ela cria espaços virtuais através de superposições de projeções para logo fotografá-las novamente num incessante jogo especular. Suas imagens nos envolvem e cativam na mesma proporção que Flavya partilha com entusiasmo suas descobertas – aprecie sem moderação!’
Maristela Salvatori – Orientadora da Pesquisa (IA/UFRGS)

 

TEXTO DE ABERTURA DA EXPOSIÇÃO, NO MAC-RS/CCMQ – GALERIA XICO STOCKINGER (Porto Alegre/RS) – POR ANDRÉ VENZON

‘Em 2011, o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul inicia uma nova fase na sua trajetória de conquistas e transformações, sem abdicar de oferecer ao público significativas criações artísticas contemporâneas que possam imprimir uma nova face cultural em nossa sociedade.
Sensível a este momento de renovação, a artista paraense Flavya Mutran, vencedora da XI Edição do Prêmio Funarte Marc Ferrez de fotografia inaugura o programa de exposições do MAC-RS deste ano. Sob o título de “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis” a mostra reúne uma coleção de retratos em que se relacionam questões que dizem respeito à publicação, o uso e a apropriação de imagens privadas no espaço público virtual e real.
A artista atualmente está em conclusão de mestrado no Programa de Pós Graduação de Artes Visuais, do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com orientação da professora e artista Maristela Salvatori. Desse modo, o museu com esse projeto, além de estabelecer o intercâmbio com a produção representativa de outro estado e a parceria com a Funarte, também se reaproxima da nossa principal instituição de formação artística para estabelecer, respectivamente, a relação tripartite entre artista, estado e universidade na gestão do museu, a nosso ver mais abrangente, democrática e participativa.
A exposição de Flavya Mutran ainda nos parece emblemática na medida em que coloca diante de nós uma identidade que não é mais fixa e que muda diariamente com os avanços tecnológicos, tornando público àquilo que era privado, íntimo, pessoal, trazendo o universo da internet e da rede social para dentro do museu e, ao construir através da poética do seu olhar um novo e poderoso território para a diversidade da subjetividade humana, está colaborando para a construção de uma nova idéia de museu a ser construído dentro de nós.’

André Venzon
Diretor do MAC-RS

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