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Publicado: 16/11/2011 em Fotografia
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Uma pesquisa sobre a visualidade dos álbuns de Redes Sociais e a noção de território que se estabelece a partir de autorrepresentações fotográficas que circulam na web. Essa foi a temática da dissertação de mestrado “PRETÉRITO IMPERFEITO DE TERRITÓRIOS MÓVEIS” (Fragmentos de autorretratos em redes), defendida pela fotógrafa Flavya Mutran, na linha de pesquisa Novas Tecnologias e Processos Tradicionais de Fotografia e Imagem, desenvolvida entre 2009 e 2010 no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Na pesquisa para o mestrado ela buscou ao mesmo tempo construir um trabalho artístico e uma reflexão teórica sobre sua produção. As fotografias produzidas para a pesquisa estão na exposição homônima, com curadoria de Vânia Leal, em cartaz até o dia 09/12, no Banco da Amazônia. Atuante na área há mais de 20 anos, a autora promove dia 17/11, às 16h, um bate-papo para falar sobre a experiência acadêmica e a pesquisa fotográfica. A curadora da mostra também participa do encontro, que acontece às 16h, no Espaço Cultural Banco da Amazônia, com entrada franca.

O mestrado foi uma continuação dos estudos iniciados na graduação em Arquitetura e Urbanismo, na Universidade Federal do Pará, na qual Flavya apresentou a monografia “Cidade Especular” (1996) que foi ampliada na especialização em Semiótica e Artes Visuais, com o trabalho “Pretérito Imperfeito de uma Cidade Especular” (2005), também defendida pela UFPA. Na primeira, o interesse estava em pesquisar a imagem da cidade de Belém através das fotos publicadas nos álbuns governamentais e, quase 10 anos depois, a autora quis investigar a imagem de Belém através de fotos de álbuns de família. “Em ambas, percebi que a imagem da cidade é uma construção, que graças à fotografia pode sofrer infinitas configurações, reais ou ficcionais, mas sempre arbitradas pelo operador da câmera, seja ele profissional ou não”, comenta a autora.

Analisando os álbuns, na procura pela “fisionomia” de Belém – de suas praças, fachadas históricas, ruas e orla –, Flavya Mutran encontrou coleções de fotos de interiores, rostos e animais de estimação. Raros foram os registros que tinham a cidade como foco principal, e o pouco que ela conseguiu localizar da cidade estavam ou em cartões postais ou em instantâneos de passeios turísticos nos quais a cidade aparecia apenas como pano de fundo para os protagonistas envolvidos nas cenas. “Logo percebi que a imagem da cidade recortada pelo olhar amador, é o retrato que cada pessoa, fotografando ou não, faz de si mesmo e daqueles que lhes são caros. Como se imagens de pessoas e de seus objetos substituíssem o reflexo da cidade real, de pedra e cal. Porque o conceito de cidade muitas vezes se confunde com o conceito que temos de lugar“, diz.

Dominik Giusti – Assessoria de Comunicação

SERVIÇO

Bate-papo sobre o processo de produção da exposição “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis”, fotografias de Flavya Mutran, com curadoria de Vânia Leal, às 16h, no Espaço Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800, Campina). A exposição pode ser visitada até 09/12/2011, de segunda à sexta, das 9h às 17h. Entrada franca. Informações: 4008-2809.

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Na quinta-feira, dia 29 de setembro, às 14hs, o n-corpoimagem realiza um encontro aberto ao público com a artista Flavya Mutran, que irá ministrar um workshop de Foto Digital no Instituto de Letras e Artes da FURG. O encontro ocorrerá no LAPPI – Laboratório de Produção e Pós-Produção de Imagens do Curso de Artes Visuais, e integra a programação do projeto Fotografia e Cinema – Práticas e poéticas contemporâneas. (texto DIVULGAÇÃO DO LAPPI/FURG)

Mais informações:  http://poeticasepoliticas.blogspot.com/

Nesta semana, dois grupos agendaram visita à exposição ‘Pretérito Imperfeito’ para bate-papos.  A professora Sandra Rey, do IA/UFRGS levou os alunos da disciplina de Laboratório de Imagem Digital para trocar idéias sobre o tema Retratos e Autorretratos, no último dia 28 de março.

Acima, Flavya Mutran (de pé) durante encontro com grupo do Instituto de Artes da UFRGS.

À esquerda, Profª Sandra Rey (sentada na escada) e seu grupo de alunos do Instituto de Artes da UFRGS.

Outro grupo que visitou a exposição foi o ‘GEF – Grupo de Estudos Fotográficos’ de uma das oficinas do Atelier Livre coordenadas pela Professora Niura Ribeiro.  A fotografia foi foco do bate-papo que também tratou sobre apropriação, manipulação da imagem digital, processos tradicionais e experimentais da fotografia e imagem, entre outros. Encontros para bate-papos com a fotógrafa podem ser pré-agendados junto às instituições parceiras ou diretamente pelo e-mail flavyamutran@gmail.com

Acima e abaixo, Niura Ribeiro e integrantes do GEP, durante troca de idéias na quarta-feira, 30 de março de 2011. Foto: Bragança