Publicado: 02/04/2012 em Fotografia

 

Nas imagens de Flavya Mutran, o real é apenas o ponto de partida. O que se revela diante do espectador passa longe do retrato como registro. Sua produção envereda pelos vultos, pelo pictórico, pelo inexato. A fotografia se torna ficção, impalpável, objeto-quase. “Meu trabalho não tem um viés documental. Dos lugares e personagens que estarão em exibição, o que se poderá ver são versões de como a nossa vida é cheia de véus que escondem desejos, mentiras que encobrem rostos e apagam sentimentos, cores que distorcem a luz diária. Tudo descaradamente inventando, mas genuinamente construído através da linguagem fotográfica tradicional”, diz a artista sobre o teor da mostra “File 00”, que abre hoje na Kamara Kó Galeria.

A exposição individual faz um apanhado do trabalho experimental desenvolvido por Mutran na última década. São cerca de vinte obras compiladas de três séries, entre fotografias premiadas e inéditas. “São imagens de arquivo, pensadas e realizadas em momentos distintos, mas que têm em comum uma busca inquieta de explorar a fotografia pelo caminho da subjetividade, da imprecisão”, explica Mutran. Outro fato em comum nas séries de “File 00” é uso de sobreposição de imagens e do diálogo entre a técnica tradicional da foto em filme e a imagem digital.

“Os trabalhos seguem sempre em busca de objetos infotografáveis, na constante experimentação de materiais que escapam à lógica da fotografia direta e sempre encontrando imagens que estão em queda, vindas talvez de um mundo mais solar das superfícies e horizontes rumo a um universo de sombras, lugar de dúvidas, lembranças, desejo”, diz Mariano Klautau Filho, fotógrafo e pesquisador, que assina o texto de apresentação da mostra, que conta com os benefícios da lei de incentivo Tó Teixeira e Guilherme Parente, patrocínio da BLB Eletrônica e apoio da Grand Cru Belém.

MEMÓRIA

Produzida entre 2000 e 2004, a série “Quase Memória” explora o universo íntimo e afetivo da artista, e alcança o resultado de obra aberta. O projeto marca o início do trabalho de Mutran com as manipulações de imagens preexistentes.

As obras misturam cromos 35mm do seu acervo de família e sobras de trabalhos profissionais. Uma ponte entre tempos. “São justaposições de fotos que embaralham épocas e olhares diferentes, expondo a fragilidade da relação entre a matéria e a memória, seja física – corpo, papel, negativo e cópia -, seja virtual – lembranças, sensações, esquecimentos”, explica a artista.A primeira faísca do projeto surgiu ainda nos anos 90, quando, trabalhando como laboratorista, chegou às mãos de Flavya a missão de resgatar fotos de família atingidas pela enchente periódica que marca sua cidade natal, Marabá.

Dentro da caixa de sapatos onde sua mãe guardara os retratos, Flavya percebeu sua matéria-prima. “Ao invés de restaurá-las, eu as gastei ainda mais, e então ficou muito nítido o rasgo do tempo naquelas imagens, que foram feitas numa tentativa de registrar momentos, de fixar lembranças, de torná-las contadoras da nossa história de família. Mas quando a fotografia se desfaz e só deixa rastros, o que resta então da nossa identidade, da nossa lembrança? Uma porta aberta para ficção”, diz.

O resultado são imagens repletas de nuances, de contornos de paisagens, objetos e pessoas. Apenas intenções. “Estamos na superfície da paisagem, em horizonte ainda decifrável, mas de baixas luzes, memórias apagadas, resquícios de um território ainda possível”, pontua Mariano. Entre vários prêmios, três obras dessa série integram a conceituada coleção Pirelli/MASP desde 2004.

IDENTIDADE

Em “There´s no place like 127.0.0.1”, retratos obscuros, ainda incapazes de dar conta das identidades definidas. Flavya explora as imagens privadas de anônimos que se tornam públicas nas redes virtuais. A artista apropria-se destes rostos e corpos em fotoblogs, os manipula digitalmente, projeta-os sobre outras superfícies e compõe um conjunto de imagens sedutoras.

O título faz referência direta ao número do IP, endereço de um computador, o lar dos atores que constroem o mundo virtual em constante movimento. “O resultado é de uma potência erótica estonteante. Talvez seja a grande identidade anônima que abriga em certas medidas a carga sexual coletiva”, diz Mariano. Um novo recorte mostrará trabalhos que não foram exibidos na mostra “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis”, que esteve em cartaz no Espaço Cultural do Banco da Amazônia em 2011. Mais recentes, as fotografias da série “Mapas de Rorschach” também integram ‘File 00’.
TEXTO: Gil Soster (http://ee.diariodopara.com.br/) 09 de março de 2012, caderno VOCÊ, P.05, Jornal O Diário do Pará.

Flavya Mutran e Makikó Akao editando a Mostra FILE 00. Fotos gentilmente cedidas por: Bruno Carachesti.

A fotografia pictórica que versa sobre a lembrança e a identidade. Bem além do retrato, o olhar dispensa a precisão, e opta por formas abstratas, quase oníricas. A nova individual de Flavya Mutran, intitulada FILE 00, reúne trabalhos fotográficos inéditos e premiados produzidas na última década. Em cartaz a partir do dia 9 de março, na Kamara Kó Galeria, a exposição traz obras das séries QUASE MEMÓRIA (2000-2004),THERE’S NO PLACE LIKE 127.0.0.1 (2009-2010) e MAPAS DE RORSCHACH (2011), projetos que dialogam entre si pela pesquisa em torno da transposição de técnicas e suportes da fotografia enquanto possibilidade de investigação de temas ligados à memória, matérias e ficções narrativas.

Partindo do universo íntimo e afetivo, a série QUASE MEMÓRIA  (foto acima) marca o início do trabalho de Mutran com as manipulações de imagens preexistentes. As obras misturam chromos 35mm do seu acervo de família e sobras de trabalhos profissionais. Uma ponte entre tempos. “São justaposições de fotos que embaralham épocas e olhares diferentes, expondo a fragilidade da relação entre a matéria e a memória, seja física – corpo, papel, negativo e cópia -, seja virtual – lembranças, sensações, esquecimentos”, explica a artista. Três obras dessa série integram a coleção PIRELLI/MASP de 2004, e também premiadas no Arte Pará (2002) e no VIII Salão Unama de Pequenos Formatos (2002).

O trabalho THERE’S NO PLACE LIKE 127.0.0.1 (foto acima) aborda outro tipo de relação entre o corpo físico e o virtual, ao explorar os limites da apropriação da imagem privada de anônimos que se tornam públicas uma vez expostas na internet. “A frase que nomeia as imagens desta série representa muito da postura do internauta e sua relação com o lugar. É através do localhost (127.0.0.1), ou IP local dos computadores, que o internauta estabelece uma espécie de lugar utópico, como um intervalo no tempo e no espaço, em que realidade e ficção são projeções invertidas de uma mesma imagem”, explica. A série é composta de fragmentos visuais desses ambientes, em imagens coloridas de grande formato, feitas a partir de projeções para além dos monitores RGB, em superfícies de espelhos, paredes, portas, escadas e páginas de livros. Um novo recorte mostrará trabalhos que não foram exibidos na mostra “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis”, que esteve em cartaz no Espaço Cultural do Banco da Amazônia no mês de novembro de 2011.

Mais recentes, as fotografias da série MAPAS DE RORSCHACH (foto acima) são como cartografias elaboradas a partir de borrões em paredes, muros, pisos e tetos de Porto Alegre, onde mora a artista, que a remetem a lembranças de Belém, sua cidade natal. Inspirado nos estudos do suíço Hermann Rorschach, o trabalho faz uso do milenar hábito humano de projetar aspectos da própria personalidade na leitura de informações visuais aparentemente desconexas. “As imagens dessa série sugerem leituras de superfícies como se fossem mapas para lugares onde (re)encontro rostos que habitam entre essas duas cidades, ou apenas são fantasmas da minha imaginação”, diz Mutran, que expos parte da série no ARTE PARÁ – Ano Trinta, em outubro do ano passado. “São vestígios de trajetórias inconclusas que apontam para lugares utópicos, mentais. O rosto, percebido de longe e que se dilui na proximidade do detalhe, se estabelece como um território do afeto, onde a imaginação trafega livre de códigos”.

Essa exposição conta com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Esporte Amador Tó Teixeira e Guilherme Paraense, com o patrocínio da BLB Eletrônica e apoio da Grand Cru Belém. Texto de apresentação de Mariano Klautau filho.

Texto: Gi Soster – Assessoria de Comunicação.

SERVIÇO

Abertura da Exposição “FILE 00”, de Flavya Mutran, na Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães , 611, Campina), dia 9 de março, às 19h30. Visitação de 10/03 a 28/04, de 15h às 19h (terças, quartas, quintas e sextas), e de 10h às 13h (sábados). A exposição é uma realização da Kamara Kó Galeria, com patrocínio da BLB Eletrônica, apoio institucional da Lei Tó Teixeira e Guilherme Paraense, FUMBEL e Prefeitura de Belém, e apoio da Grand Cru Belém.

Entrada franca. Informações e agendamentos: 91.32614809 | 91.32614240 kamarakogaleria@gmail.com | www.kamarakogaleria.com

Trezedefevereirodemilnovecentosevinteedois. Eclode em São Paulo um movimento intelectual libertário, vanguardista, anárquico, através da pintura, escultura, arquitetura, música e literatura, a “Semana de Arte Moderna”, que abalou as bases acadêmicas das artes no país e que agora repousa na memória coletiva de parte da população privilegiada pela educação de qualidade. Curiosamente, a fotografia, já amplamente utilizada à época, foi “esquecida”.

Hoje, exatos 90 anos após, a olvidada fotografia aqui relembra Oswald de Andrade, Manuel Bandeira,  Mário de Andrade, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Brecheret, Di Cavalcanti, e Tácito de Almeida, nomes que estiveram lá naquele momento histórico para a cultura nacional. Porém, a Grafia da Luz não deixa escapar neste projeto os que daquela atmosfera se apropriaram feito Tarsila do Amaral e o paraense Ismael Nery (que estavam na Europa em 22), à intelectual Pagu (então uma adolescente), como se espraie no tempo com um contemporâneo, José Celso Martinez, dramaturgo, ator e diretor que até hoje prega em suas peças a “brasilidade antropofágica”.

Esta exposição não tem pretensões didáticas nem históricas. Não quer escrever manifestos (há algo mais antiquado nas artes?), teses, nem troças. Queremos mostrar que Macunaíma está vivo na Amazônia depois de uma temporada no Rio onde foi enredo da Portela em 1975. Abaporu fugiu da Argentina e se agiganta em um enorme espelho d’água high-tech de milhões de pixels. Que as mãos femininas que inspiraram o escritor Menotti del Pichia seguem desfalecidas no chão até que ele, o poeta, também acorde de seu transe. Pois a fotografia tem este poder.

Poderíamos ter esperado o “bolo das 100 velas” para fazer a exposição. Porém artista paraense “nasce de 7 meses” quando sonha. Mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já provocar, trocar estática pela estética, derrubar mitos e levantar altares, entronizar novos reis de naipes diferentes. Pensar o que estes 10 anos até o “centenário” nos reserva.

Queremos demitir cartomantes e tomar mão de nossas vidas. Jogar fora a necessidade do aplauso vindo “lá de fora”. Tratar dos jogos de poder e azar nos processos analíticos, midiáticos e mercadológicos. Sexo e entorpecentes. Falar sobre o nosso futuro, o destino da nossa arte e do país. Assim como os desenhos grafitados pela artista convidada Drika Chagas nas paredes, chão e teto da galeria com estilização de pinturas pré-históricas de Monte Alegre-PA e traços das cerâmicas arqueológicas Marajoaras e Tapajônicas. Sim, pois não se pode considerar o “por vir” sem reconhecer de onde viemos.

Entre esboços rupestres de 9.000 anos a.C. e a cultura digital, queremos mostrar nosso rosto pintado de urucum ou no Photoshop. Viva a diversidade! Viva a utopia de um mundo melhor. Viva as frases feitas e desfeitas. Principalmente as ingênuas, vindas das crianças. O que farás da tua vida nos próximos 10 anos? Até Trezedefevereirodedoismilevinteedois?

Guy Veloso – Curador e idealizador da mostra
Disponível em http://guyveloso.wordpress.com/2012/02/07/exposicao-100menos10-texto

Abaixo, hompage  com detalhes sobre os realizadores, artistas e as etapas de criação do projeto. Para saber mais: www.100menos10.com.br

Noventa anos se passaram desde que um grupo de artistas decidiu mostrar as inquietações de sua época, o que ficou na história como a “Semana de Arte Moderna de 22”. Anita Malfatti e Di Cavalcanti, pintura, Victor Brecherett, escultura, literatura dos irmãos Mário e Oswald de Andrade, arquitetura de Antonio Garcia Moya e música de Heitor Villa-Lobos são alguns dos nomes mais destacados. Curiosamente, a fotografia, já muito usada na época, foi deixada de lado. E é ela que vem agora fazer uma releitura contemporânea do Movimento Modernista.

De 13 de fevereiro até 16 de março na Galeria Theodoro Braga do CENTUR, em Belém-PA, 13 fotógrafos (Alan Soares, Alberto Bitar,  Elza Lima, Emídio Contente, Fatinha Silva, Flavya Mutran, Ionaldo Rodrigues, Luciana Magno, Michel Pinho, Miguel Chikaoka, Luiza Cavalcante, Pedro Cunha, Walda Marques) e 01 artista visual que utiliza a fotografia (Roberta Carvalho), prometem “recontar” essa história, cada um interpretando uma obra modernista.

“100menos10” trás uma visão paraense dos 90 anos da semana que abalou as bases das artes no país. Segundo o curador e idealizador do da exposição, o também fotógrafo Guy Veloso (recentemente curador da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira junto com Rosely Nakagawa na XXIII Bienal Europalia na Bélgica), “mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já levantar questões, trocar estática pela estética. Pensar o que estes 10 anos até o centenário nos reserva”.

Além dos que estiveram presentes em 1922, foram “convidados” à festa Tarcila do Amaral e o paraense Ismael Nery (ambos à época na Europa), tão como um contemporâneo, o ator e diretor Zé Celso Martinez, que até hoje prega os ideais antropofágicos em suas peças. A coletiva contará também com a intervenção da artista Drika Chagas que fará em grafite estilização de desenhos arqueológicos Amazônicos. Um paralelo interessante, já que Roberta Carvalho utilizará simultaneamente técnicas high-tech de projeção digital.

Texto/Assessoria de Imprensa: Deborah Cabral – debbrabelo@gmail.com

SERVIÇO
Abertura: 13 de fevereiro, 19h – (segunda-feira)
Local: Galeria Theodoro Braga-  CENTUR
Av. Gentil Bittencourt, 650, subsolo – Nazaré. Belém-PA.

De 14.02 a 16.03.2012, de segunda a sexta-feira, de 09 às 17h3 – Visitação gratuita.

Twitter: @100menos10
Site: www.100menos10.com.br

Foi aberta na última quinta-feira, 26 de janeiro de 2012, a mostra “Coletivo/Individual Kamara Kó”, na Galeria de Artes do Centro Cultural Brasil Estados Unidos, em Belém/PA. Na mostra, três trabalhos da série ‘There’s no place like 127.0.0.1’ da pesquisa Pretérito Imperfeito estão em exibição, junto com trabalhos de mais doze artistas da cena paraense contemporânea.

A mostra inaugura a temporada de exposições da Instituição, e ao mesmo tempo reúne pela primeira vez a produção de 13 artistas cujos trabalhos dialogam com o vídeo, o desenho e a instalação, tendo como foco a fotografia. Em comum, além da imagem fotográfica, os treze artistas são  agenciados pela Kamara Kó Galeria, que desde 2011 apresenta-se como um novo espaço dedicado à difusão, exibição e comercialização da arte fotográfica da região, com o intuito de fortalecer ainda mais a linguagem audiovisual como meio de expressão artística.

Acima, vista dos três trabalhos da série There’s no Place Like 127.0.0.1 (2010), de Flavya Mutran, em exibição na Galeria do CCBEU. Foto: Pedro Cunha.Abaixo, matéria do Diário do Pará sobre a mostra. Abaixo, detalhe da matéria publicada no caderno Você, do jornal ‘Diário do Pará’.

Criada em 1991 e com sede em Belém, a Kamara Kó nasceu como uma agência de fotografias, e desde então vem colaborando com o desenvolvimento da diversificada e já bem conceituada produção fotográfica do Pará, com projetos e ações culturais que aliam pesquisa, documentação, geração de produtos editoriais, artísticos e educativos. Originária da língua Tupi dos índios Waiãpi (habitantes da fronteira Norte do Brasil), a expressão Kamara Kó significa amigos verdadeiros – irmãos. E é com esse espírito de união que a exposição “Coletivo/Individual” reúne pela primeira vez os trabalhos dos treze artistas que completam o time que a Galeria representa, dando início à temporada de exposições 2012 da Galeria de Arte do CCBEU.

Segundo a curadora, Marisa Mokarzel, “O real e o imaginário fundem-se, inseparáveis transformam o objeto fotografado […] se aproximando da pintura, se realizando no desenho, na instalação, no vídeo, transformando-se pela sobreposição, pelo insolar da película ou do papel sensível.” Abaixo o texto de apresentação da curadora.

“A fotografia e a arte unem-se em um conjunto de 13 nomes que se relacionam e se interligam pela imagem, formando um coletivo individualizado pelas diferentes linguagens – uma forma própria de interpretar o mundo, experimentar técnicas, formular conceitos. O real e o imaginário fundem-se, inseparáveis transformam o objeto fotografado, por essa razão a Kamara Kó propõe um universo plural que se aproxima da pintura, se realiza no desenho, na instalação, no vídeo, transforma-se pela sobreposição, pelo insolar da película ou do papel sensível.
A estética fotográfica percorre referências, cores e tons, rearruma a realidade para tecer imagens. Sabe-se que a percepção não dá conta daquilo que se vê, aquele que fotografa muitas vezes deixe escapar o que somente será revelado no papel impresso, na tela. Algo se perde no tempo e a incompletude transforma-se e transfere-se ao espectador. A falta mobiliza e o instante não basta, há nuances em cada passagem, ato e pensamento. Compartilha-se o navegar por portos flutuantes, reinventados a cada maré.”
Marisa Mokarzel – Curadora

SERVIÇO:
Coletivo/Individual Kamara Kó
Visitação: de27.jan à 07 de mar de 2012, seg a sex, das 10h às 12h e de 13h30 às 19h30 e aos sábados de 09h às 12h.
Local: Galeria de Artes do CCBEU (Trav. Padre Eutíquio, 1309)
Mais Informações: CCBEU: (91) 3221.6143 / http://www.ccbeu.com.br
Kamara Kó: (91) 32614809 / http://www.kamarakogaleria.com/
Apoio: Fast Frame